ORT Newsletter - 08/08/11
No próximo dia 18 de agosto, o mundialmente renomado pianista brasileiro Arnaldo Cohen fará uma apresentação única no Espaço Tomo Jobim, localizado dentro do Jardim Botânico do Rio (detalhes no folheto eletrônico abaixo). A renda será toda em benefício do Instituto de Tecnologia ORT e os convites já estão à venda pelo telefone 2539-1842.

Nesta entrevista concedida a alunas da Terceira Série do Ensino Médio Técnico em Comunicação Social do ORT, Arnaldo Cohen fala sobre o concerto e sobre a relação entre música clássica, juventude, educação e judaísmo:


ENTREVISTA / Arnaldo Cohen




Por Marina Fantini Mafra e Stefani Santos do Amaral

O que acha de se apresentar num local como o Espaço Tom Jobim, cercado pela natureza?
O lugar é lindo e complementa a música, da mesma forma que a visão complementa a audição. Foi uma grata surpresa conhecer esse espaço, que está se tornando um importante pólo cultural de nossa cidade. 

Como você se sente apresentando-se para uma platéia formada em grande parte por jovens?
A educação e o preparo intelecto-emocional dos jovens são a melhor forma de se investir num futuro mais promissor para as próximas gerações. Os jovens de hoje serão os líderes do nosso país em um futuro muito próximo. Por isso, tocar para eles representa uma grande responsabilidade e consequentemente um desafio.

De que modo é possível estimular o interesse da juventude pela música clássica e como ela pode contribuir para o desenvolvimento dos jovens?
A música é uma linguagem alternativa que se tornou uma das mais perfeitas formas de expressão da humanidade. O hábito é peça fundamental para que se obtenha, a médio prazo, uma "intimidade" com essa língua. Não é coincidência o fato de uma criança aprendê-la com perfeição, com mais facilidade que um adulto. Acredito que os pais e a escola carregam nos ombros a responsabilidade de ajudar a criação dessa "intimidade", dessa ligação dos filhos com essa forma de expressão. A música clássica abre novos horizontes, além da própria música. Quando se ouve Beethoven, aprende-se que ele era alemão, que era surdo, que viveu em Viena, que Napoleão e Goethe foram seus contemporâneos. Aprende-se tudo, história, literatura, geografia, filosofia, vida.

Você é a favor da volta do ensino de música à grade curricular das escolas brasileiras?
Sem dúvida. O grande desafio é a forma e a competência com que esse currículo será aplicado. Quando se ensina errado, perdemos o triplo do tempo para aprender o que realmente é certo. Qualidade é o nome do jogo vencedor.

O que falta para o Brasil obter mais destaque no cenário internacional da música clássica?
Qual Brasil? O da Zona Sul do Rio, dos Jardins de São Paulo, do Centro-Ooeste brasileiro, do Nordeste ou dos pampas? O talento ignora a cor, a religião ou a classe social. Por isso, dependendo do "tipo" do Brasil, teremos muitas respostas diferentes.

Como vê a ligação entre os judeus e a música clássica? Você se considera parte de uma tradição que inclui outros grandes músicos judeus?
A história comprova que somos um povo perseguido. A vida me ensinou que a maior riqueza que carregamos é aquela que ninguém pode nos roubar. Nosso cérebro é o nosso cofre, tendo a cultura, a sensibilidade e o saber como nossas maiores riquezas. Em síntese, a música reúne todos esses elementos. Quanto a mim, me considero um homem comum, judeu, que nunca parou de lutar para atingir o inatingível: a perfeição. Como todos, sou parte de um todo. 



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